
Parece que fazer o bem nos dias atuais se tornou obrigação, isso é uma máscara que as pessoas vestem, para esconder os seus mais íntimos desejos, desejos estes, que elas próprias denominam impuros.
Quando as pessoas dão esmolas, serve sopa ou oferece seu lugar no ônibus para outra pessoa se sentar, já pensam sou uma pessoa boa, mas o verdadeiro ato é o sentido se serem recompensados.
O ego sente-se confortável, ou engrandecido e a pessoa fica satisfeita, pois fez o que a sociedade cobra para o individuo ser bem visto e aceito por ela mesma, e a pressão que carregamos imposta por alguns minutos desaparece nos fazendo sentir uma falsa paz.
Assim todos nós vivemos por um ideal, ser aceito na sociedade e seus diversos papéis, escola, faculdade, emprego, religião e etc...Sempre seguindo uma conduta, onde cada vez mais vemos pessoas se comportando cada vez mais semelhante à outra.
O que acontece é que tudo virou rotina, onde poucos conseguem se dar um tempo de pensar em si mesmo, e pelo contrario, usa todas as máscaras para não ter tempo de pensar em si mesmo, para enfrentar feridas que doem no fundo da alma, mas que serviria se bem elaborada para um autocrescimento evolutivo.
Todas essas fugas e esse desejo de ajudar, ser simpático, de manter um sorriso, é uma neurose coletiva que as pessoas criaram, por não acreditarem que são merecedoras da felicidade, dessa forma os indivíduos acreditam que existem momentos felizes, mas nunca a felicidade plena, pelo menos aqui na Terra.
E as pessoas pensam que estar feliz, sempre tem que ser na companhia dos outros, ou estar com alguém, ou ter alguém. Nesse momento o que acontece é o esquecimento momentâneo de si mesmo, dos problemas mal resolvidos e a própria palavra já diz em si, descontrair, estão todos aliviando a tensão do dia a dia, da rotina que traz regras de uma malha coletiva onde entramos em uma prisão.
Uma prisão que mesmo nos momentos descontraídos, não nos liberta, pois até para a diversão existem limites, regras, e logo após virá a cobrança mental do descontrair e os problemas voltam ao seu lugar, tomando todo prazer e colocando no lugar preocupações.
Mas é aqui que está o segredo do bem sincero, um individuo que aprende a entender que a neurose coletiva é uma criação para fazer com que as pessoas produzam, é uma estratégia, um jogo que alimentamos para não perder o controle.
Nesse segredo as pessoas percebem que nos problemas e nas preocupações existem pensamentos negativos que podem prendê-lo e se auto-alimentar, mas que se refletidos podem trazer um crescimento pessoal.
E assim a pessoa deve se individualizar, passando a sentir o bem no presente, aonde quer que seja dos papéis sociais que participa, se amando e fazendo as coisas para si e não para ser aceito na sociedade, com esses atributos encontrará a paz e passará a plantar o bem.
Mas a verdadeira paz não é tranqüilidade, ou simplesmente consciência limpa é equilíbrio, saber que não existe nada que não possa ter uma solução positiva, mesmo nas atribulações.
E nesse estágio, servir sopa, dar esmolas, ou ceder seu lugar no ônibus, ou seja, fazer o bem de intenção pura, não para se sentir uma pessoa boa. O verdadeiro bem se faz seguindo a sua vontade, não direcionada a uma tradição ou a cultura ou a sociedade, mas no seu interior, no anjo dourado que é, na Divindade que é, na consciência do todo, do Eu sou, que nos mostra que o bem reflete a si próprio, isso não é egoísmo, seria se esperássemos gratidão do próximo, que o amor que nós temos em nós mesmos já é o amor que está no próximo, estamos interligados através da eternidade.
Todo esse rompimento com a neurose coletiva, centrando-se em si mesmo, nos levará a viver nosso próprio mundo, onde a rotina não existe, pois nos projetaremos no próximo, sendo livre e vendo algo novo em nosso interior o que nos levará a felicidade.
E a felicidade é saber que estamos respeitando os desejos, os anseios, nosso e do outro, sempre sendo grato por tudo que poderá aparecer, assim nos sentindo merecedores da felicidade, ou seja merecedor de ser o que somos, o amor em sua expressão.

Nenhum comentário:
Postar um comentário